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A nossa selecção de vinhos incorpora as marcas de elevada qualidade. Uma garrafa de um prestigioso vinho, demarcado pela qualidade das suas exclusivas colheitas e pelas agradáveis sensações no paladar, é o acessório para começar e completar as suas refeições.

Regiões:

  • Minho: Na região do Minho a vinha tem características únicas, sendo uma cultura predominantemente relegada para os limites dos campos de culturas e zonas mortas das explorações agrícolas. A vinha em bordadura está associada ao cultivo do milho de regadio. (Primavera-Verão) e de forragens anuais (Outono-Inverno). Os sistemas de armação vaiam também consideravelmente, sendo ainda hoje possível encontrar bordaduras tanto em formas de ramadas, bardo ou enforcados, variando a sua altura entre o meio metro e os seis ou sete metros. È possível distinguir seis sub-regiões: Monção, Lima, Braga, Basto, Penafiel e Amarante.

    Vinho Verde – Devido à qualidade dos vinhos e à sua especificidade (grau alcoométrico volúmico baixo, à agulha e ao acidulo nos vinhos brancos e a adstringência dos tintos), toda a região do Minho foi demarcada para produção de VQPRD “Vinho Verde”.

    Características Organolépticas:

    Vinho Branco: Cor citrina, ligeiramente dourada. Aroma frutado, delicado e de intensidade mediana a forte. O frutado é de frutos frescos, tipo maça e frutos citrinos, podendo-se distinguir notas florais a rosa e frísia. Quanto ao sabor são ligeiros, muito frescos e normalmente secos, com a inconfundível “agulha”.

    Vinhos Tintos: Cor vermelho rubi carregado e vivo, com espuma evanescente a fagaz, Tem aroma ligeiramente vínico, pouco intenso e com carácter vegetal pronunciado, sugerindo por vezes frutos silvestres. São vinhos encorpados ainda que pouco alcoólicos, acídulos, ligeiramente adstringente e providos de “agulha”.

  • Trás-os-Monte: Sabe-se que já durante a ocupação romana se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales de Terras Durienses. Nesta região os solos são predominantemente xistosos, existindo também algumas manchas graniticas, numa pequena área, manchas calcárias de gneises e aluvião. São, de uma maneira geral, solos ricos em potassa mas pobres em cal e ácido fosfórico. Assim, os vinhos da região de Trás-os-Montes são bastantes diferenciados, segundo os microclimas a que estão sujeitos (altitude, exposição solar, continentalidade, pluviosidade, temperatura, etc.), tendo todas características de grande qualidade.

    Vinhos Brancos – São finos, leves, frescos, agradavelmente acídulos e muito aromáticos.

    Vinhos Tintos – São ricos em cor e aroma, aveludados e agradáveis ao sabor, envelhecendo nobremente.

    Vinhos do Porto – Foi na segunda metade do século XVII que se deu a grande expansão do “Vinho de Riba d’Oyro” mais tarde chamado “Vinho de Embarque” e depois “Vinho do Porto”. Com a exportação deste vinho para a Inglaterra, foram criadas taxas aduaneiras especiais, demarcando-se a região de Douro, com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto do Douro.

  • Beiras: A região das Beiras estende-se longitudalmente desde o Oceano Atlântico até à fronteira com Espanha. Dada à sua diversidade, esta vasta região compreende três sub-regiões: Beira Alta, Beira Litoral e Terras do Sicó. A sub-região da Beira Alta coincide com a zona geográfica demarcada para o DOC Dão. Situa-se num enclave montanhoso delimitado pelos picos do Caramulo e do Buçaco e pelas serras da Nave e da Estrela, que constituem barreiras naturais à invasão das massas húmidas do litoral e aos agrestes ventos continentias. O clima apesar de temperado é bastante frio e chuvoso no Inverno e, frequentemente, muito seco e quente no Verão. A su-região da Beira Litoral é a zona que apresenta, talvez, a mais antiga plantação de vinhas de que há registo. É uma região predominantemente agrícola de pequena propriedade, abundando o gado bovino (para leite), arrozais, nas margens do Mondego, pinhal, nas orlas arenosas marítimas, além da tradicional vinha de grande qualidade – o DOC Bairrada. O clima é do tipo “mediterrânico-atlântico”, com Invernos longos e frescos e Verões quentes, amenizados por ventos de oeste e noroeste. Por último, a sub-região Terras de Sicó, que se encontra a sul de Soure distingue-se por produzir um vinho de grande qualidade.
  • Estremadura: A Estremadura é, a nível nacional, a região com maior produção de vinho e área de vinha. Formam as ordens religiosas, sobretudo de Alcobaça, os principais responsáveis pela produção de um vinho puríssimo utilizado na celebração das missas, e que ao longo dos tempos alcançou uma notável notoriedade. O clima é temperado, sem grandes amplitudes térmicas, e o relevo, não muito elevado mas sempre presente, estabelece a separação da parte ribatejana, de terrenos baixos, pela cadeia de Montejunto e Candeeiros. Nesta região estão reconhecidas os seguintes DOC: Bucelas, Carcavelos, Colares, Lourinhã, Torres Vedras, Arruda, Alenquer e Óbidos.
  • Ribatejo: A fama dos vinhos do Ribatejo é anterior à fundação da nacionalidade. Ao percorrer-se esta região podem-se distinguir, pela sua paisagem, três zonas bem diferenciadas: “campo” (lezíria ou borda-d’água), “bairro” e “charneca”. A “lezíria” corresponde à planície, inundável pelo rio Tejo, com solos de aluvião de óptima qualidade, ostentando a vinha todo o seu vigor. O “bairro” situa-se na margem direita do Tejo, adjacente à planície aluvial, com relevo pouco acentuado de formações areníticas, calcárias e argilosas com tonalidades variadas. Nestes solos encontram-se culturas arbustivas arbóreas, onde impera a oliveira, convivendo de perto com a vinha, o trigo e o milho. A “charneca” estende-se na margem esquerda do Tejo até ao Alentejo. O solo é arenoso, pobre, sendo o revestimento florestal de sobreiros, eucaliptos e pinheiros, mas não excluindo a presença de cereais e vinha nas manchas mais favoráveis, assim como de arroz nas zonas irrigadas. Aqui o grau alcoométrico volúmico do vinho é mais elevado, devido ao aquecimento dos bagos pela reflexão do sol nas areias brancas em que a vinha é implantada.
  • Península de Setúbal: Ao longo dos tempos muitos povos – Fenícios, Gregos, Romanos, Árabes e Francos – foram deixados por aqui, por Terras do Sado, as suas tradições e técnicas vitícolas. É aqui que se produz o tão apreciado Moscatel de Setúbal. Abrangendo os concelhos de Palmela e Setúbal, esta região pode-se dividir em duas zonas orográficas completamente distintas; uma, a sul e sudoeste, montanhosa e acidentada, formada pelas Serras da Arrábida, Rosca e S. Luís, e com menos relevo nas vertentes norte, formadas pelos montes de Palmela, S. Francisco e Azeitão; a outra, é plana, prolongando-se em extensa planície junto ao rio Sado.
  • Setúbal:

    Vinhos Brancos – É um vinho licoroso característico pelas suas especiais qualidades de aroma e sabor, peculiares e inconfundíveis, resultantes das castas e condições edafo-climaticas. De cor dourada que vai ao topázio claro ao âmbar tem aroma floral exótico com toques de mel, tâmaras e laranjas.

    Vinhos Tintos – Com produção muito limitada e por isso menos conhecido do que o vinho branco, tem o aroma mais seco e complexo, mas não menos rico, envelhecendo nobremente. A prova excede as expectativas criadas no aroma.

  • Palmela:

    Vinhos Brancos – Exibem aroma frutado, tendo predominância da casta Fernão Pires.

    Vinhos Tintos – Encorpados, de cor intensa e aroma cheio onde predominam os frutos secos. Com o envelhecimento amaciam tornando-se mais finos.

  • Alentejo: O plantio da vinha nesta região data do período romano. Imensidão de horizontes planos, o Alentejo tem como acidentes orográficos mais importantes as serras de Portel, de Ossa e de S. Mamede. É no entanto nas elevações isoladas que se geram os microclimas propícios ao plantio da vinha e que conferem qualidade às massas vínicas. Nesta região a insolação atinge valores bastante elevados, o que se reflecte na maturação das uvas, principalmente nos meses que antecedem a vindima, conferindo-lhes uma perfeita acumulação dos açúcares e de matérias-primas corantes na película dos bagos. A similitude das características organolépticas dos vários VQPRD do Alentejo, acrescida pelo facto de o consumidor os associar genericamente à referida mensão, justificam a actual Denominação de Origem Alentejo, com as 8 sub-regiões: Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira, Évora, Granja-Amarelaja e Moura.

    Vinhos Brancos – Aromáticos, frescos, harmoniosos e por vezes complexos em resultado da associação de castas.

    Vinhos Tintos – Cor rubi ou granada com aromas intensos a frutos vermelhos bem maduros, macios, ligeiramente adstringentes, equilibrados e com estrutura adquirindo complexidade com a idade.

Vocabulário de Degustação

  • Abafado: Um vinho mais ou menos doce, com elevado teor alcoólico.
  • Agulha: Efervescência de um vinho, sempre presente nos Vinhos Verdes.
  • Álcool: Produto de fermentação do açúcar, que depois da água, constitui o elemento quantitativo mais importante do vinho.
  • Bica Aberta: Proce3sso da vinificação que é normalmente utilizando nos vinhos brancos em que o mosto fermenta separadamente das películas e dos engaços.
  • Brilhante: Qualificação que corresponde a um vinho com excelente limpidez.
  • Caloroso: Designa um vinho com graduação alcoólica elevada que provoca uma sensação de calor nas mucosas.
  • Corpo: Termo que se aplica para classificar a presença do vinho na boca. Um vinho que “enche a boca” é um vinho encorpado.
  • Delgado: Um vinho com pouco corpo, recebe esta designação quando se aprecia o conjunto corpo-harmonia.
  • Desengaçar: Operação que separa a uva do engaço.
  • Duro: Designa um vinho com bastante acidez, taninoso e jovem.
  • Fatigado: Diz-se de um vinho que perdeu momentaneamente as suas qualidades devido ao transporte, engarrafamento ou manipulação indevida. Quando isto acontece, é necessário deixá-lo tranquilo algum tempo para que possa recuperar.
  • Fermentação Alcoólica: Transformação do açúcar das uvas em álcool e produtos secundários, feitos pelas leveduras.
  • Levedura: Microorganismos unicelulares que provocam a fermentação do mosto.
  • Maceração: Contacto prolongado do mosto com as partes sólidas da uva.
  • Mosto: Sumo de uva que se obtém por esmagamento desta e que não sofreu fermentação.
  • Perfumado: Designa um vinho proveniente de castas muito aromáticas. O seu aroma sobressai logo que se leva o copo ao nariz.
  • Retinta: Cor de um vinho tinto após a fermentação, especialmente se as uvas forem de castas ricas em matérias corantes.
  • Rubi: É a cor de um vinho tinto já estagiado, à qual se associam tonalidades, sendo a mais frequente a acastanhada.
  • Tanino: Substância proveniente das películas, engaço e grainhas e que confere ao vinho estrutura e capacidades de envelhecimento.